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BC implementa novas regras no PIX para ampliar devolução em casos de fraude

Publicada em 24/11/2025 as 20:20h por - 28 visualizações

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 (Foto: Alex Paiva)

Entraram em vigor neste domingo (23) as novas regras definidas pelo Banco Central (BC) que reforçam a segurança do sistema PIX e ampliam as possibilidades de devolução de valores quando há fraude, golpe ou coerção. A mudança é um marco importante para aumentar a proteção dos usuários.

O que muda

Rastreamento mais amplo: Agora, o mecanismo de devolução (chamado MED, Mecanismo Especial de Devolução) poderá seguir o caminho do dinheiro mesmo depois que ele sai da conta do fraudador. Antes, a devolução só era possível a partir da conta usada na fraude, o que limitava a recuperação quando os golpistas transferiam ou sacavam rapidamente os valores. 

Compartilhamento de informações: As instituições financeiras vão compartilhar dados sobre as transações fraudadas, permitindo identificar contas intermediárias que receberam o dinheiro e bloquear novos golpes. 

Prazo de devolução: Após a contestação da transação pelo usuário, os recursos poderão ser devolvidos em até 11 dias. 

Contestação digital: Desde 1º de outubro, os bancos passaram a oferecer, dentro do próprio ambiente PIX nos aplicativos, um canal de autoatendimento para contestação de transações suspeitas — sem necessidade de atendimento humano. 

Fases de implementação

A adoção dessas novas regras é opcional até 2 de fevereiro, data a partir da qual se tornam obrigatórias para todas as instituições que operam com PIX. 

A ideia é dar tempo para os bancos se adaptarem aos novos processos de rastreamento e compartilhamento de informações. 

Por que isso é importante

Com esse mecanismo aprimorado, o BC espera aumentar significativamente a chance de recuperação de valores desviados, uma vez que será mais difícil para os fraudadores esvaziarem completamente suas contas sem deixar rastros. 

Além disso, o compartilhamento de informações entre os bancos poderá desestimular novas fraudes, já que contas usadas por golpistas serão mais facilmente identificadas e marcadas. 

A automação do processo (contestação via app) acelera o tempo de resposta, o que é crucial para conseguir bloquear ou recuperar valores antes que sejam movimentados para outras contas. 

Fundamentação legal

As mudanças estão respaldadas na resolução 105/2025 do Banco Central, que revisita o regulamento do PIX para aprimorar o MED. 

Segundo o BC, o mecanismo passará a armazenar informações sobre os fraudadores no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), para que os dados possam ser usados para evitar reincidência de contas usadas em golpes. 




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